
Pressionado pela necessidade da vitória e, além disso, tendo de abrir saldo de gols em relação aos adversários do Grupo C da Copa do Mundo, a seleção do Brasil entra em campo nesta sexta-feira (19), a partir das 21h30, pela segunda rodada da competição, para enfrentar o Haiti. O Brasil tem um ponto ganho, está em terceiro no grupo pelos critérios de desempate, enquanto o Haiti é o lanterna.
“Cada um com os seus problemas”, reza um ditado popular. Assim é que Carlo Ancelotti precisa fazer o time jogar, ganhar, golear, convencer. Neste momento, são quatro verbos que parecem não conversar entre si na seleção brasileira. A falácia de que “o ambiente está ótimo” ficou para trás após a estreia em que o time não viu a bola e teve de suar muito para arrancar o empate contra os marroquinos.
Nesta sexta-feira, a expectativa é que Ancelotti repita a base que ficou naquele 1 a 1. Só o italiano sabe se Endrick começa jogando (as apostas maiores recaem sobre Matheus Cunha), se Danilo entra na direita para atuar como lateral e, ainda, se Luiz Henrique poderia ser outra surpresa na escalação.
Os haitianos estão a passeio, é sabido – mas que não se esqueça que, na outra única Copa disputada (em 1974, na então Alemanha Ocidental) tiveram a audácia de marcar um gol contra os italianos, apesar de o Haiti ser eliminado ainda na primeira fase.
Que não cometam nova ousadia justamente contra a seleção brasileira, é o que pensa a torcida. Mas são tantas as interrogações geradas por essa seleção brasileira que nem mesmo isso seria tão surpreendente.
A seleção haitiana aposta suas fichas em Bellegarde, camisa 10 do time e por onde passam as principais jogadas, e em Isidoor, o atacante considerado o mais perigoso.
Na história, foram três confrontos, com três vitórias brasileiras: 4 a 0 (amistoso em Brasília, em 1974), 7 a 1 (Copa América de 2016, em Orlando, nos Estados Unidos) e 6 a 0 em Porto Príncipe (capital haitiana), num amistoso em 2004 que ficou conhecido como ‘Jogo da Paz’.
E paz é tudo o que Ancelotti precisa.
FICHA TÉCNICA
Brasil – Alisson; Danilo (Ibañez); Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro (Fabinho) e Bruno Guimarães; Luiz Henrique, Raphinha, Matheus Cunha (Endrick) e Vinícius Júnior.
Técnico: Carlo Ancelotti.
Haiti – Placide; Arcus, Adé, Delcroix e Experience; Deedson, Jacques, Bellegarde e Providence; Pierrot e Isidoor.
Técnico: Sébastien Migné (França).
Árbitro: Alejandro Hernández (Espanha).
Local: Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 21h30 (horário de Brasília).