
Maria das Graças, de 64 anos, desapareceu em 14 de abril. Foto: Reprodução
Mais um capítulo no mistério que envolve o desaparecimento de Maria das Graças Santos Ramos, de 64 anos, que desapareceu no dia 14 de abril. Ela foi vista pela última vez em uma chácara onde era diarista e morava, no Pinhal. A Polícia descobriu que Maria das Graças mantinha facões debaixo do colchão em que dormia, e as palavras “barbárie” e “cadáver” foram encontradas circuladas em um jogo de caça-palavras.
As informações foram divulgadas no programa ‘Balanço Geral’, da TV Record.
O caso recentemente deixou de ser investigado pela Polícia Civil de Cabreúva e foi para a equipe de investigação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí.
Gilderlea dos Santos, filha de Maria das Graças, disse para o ‘Balanço Geral’ que a família já procurou a mãe em todos os locais por toda a Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) e que, até o momento, não há nenhuma pista.
Maria das Graças trabalha há cerca de 15 anos na chácara e, há seis meses, dormia no quarto onde a polícia encontrou um facão e, debaixo do colchão, outro facão. Até o momento, não se sabe explicar por que os objetos eram guardados por ela ali.
Atrás da porta do quarto foi encontrada uma enxada, que nem os funcionários da chácara, nem a família sabem explicar o porquê de a ferramenta estar ali, já que Maria das Graças não carpia.
Ainda no quarto, as autoridades divulgaram um novo elemento: um jogo de caça-palavras, onde foi verificado que, em uma das páginas, apenas duas palavras estão circuladas: “barbárie” e “cadáver”.
A filha da idosa diz que a mãe era uma pessoa “extremamente” organizada, e a situação em que foi encontrado o quarto onde ela dormia não condiz com o comportamento dela.
Ainda no local foram encontrados os documentos e cartões de Maria das Graças, mas o aparelho celular dela e o controle do portão, que ficava com ela, também estão desaparecidos.
Vizinha escutou gritos no dia do desaparecimento
Em entrevista ao programa policial, uma vizinha, que não quis revelar a identidade, relatou que ela e o marido ouviram, na noite em que Maria das Graças desapareceu, por volta das 21h ou 22h, um grito de mulher e, após isso, um barulho de carro passando.
O que o caseiro diz?
O caseiro que trabalha no local, Rafael Berbel, foi a última pessoa a ver Maria das Graças antes de ela desaparecer e foi o responsável por fazer o boletim de ocorrência de desaparecimento.
Em depoimento às autoridades, ele disse ter visto a mulher por volta das 16h30, dentro do salão. Ele ainda relatou não ter escutado o barulho do portão nem saber se Maria das Graças foi a responsável por apagar as luzes da chácara, como era costume dela fazer.
O trabalho dos cães farejadores
Cães farejadores da Guarda Municipal (GM) de Cabreúva estiveram no sítio. Foram utilizados dois cães: um especializado em farejar pessoas vivas e outro especializado em farejar cadáveres. Ambos seguiram os rastros que os levaram até uma região com um lago, ainda dentro da residência.
O Corpo de Bombeiros fez uma varredura no lago, mas nada foi encontrado.
Quem tiver informações que ajudem a localizar o paradeiro dela pode entrar em contato com a Polícia Militar (PM), pelo 190, ou com o Disque Denúncia (181).