Região Saúde

Luiz Fernando marca presença na inauguração do Hospital de Várzea, que eleva para 840 os leitos do SUS na região


A inauguração do Hospital e Maternidade de Várzea Paulista representa um importante avanço para a assistência pública de saúde na Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ). Quando estiver em pleno funcionamento, a unidade acrescentará 114 leitos ao Sistema Único de Saúde (SUS), elevando para cerca de 840 o número de leitos disponíveis na região, hoje distribuídos entre hospitais municipais, estaduais e filantrópicos.

A RMJ reúne os municípios de Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Jarinu, Louveira, Itupeva e Cabreúva, formando um território com mais de 800 mil habitantes. Na organização da rede estadual de saúde, essas cidades fazem parte do Departamento Regional de Saúde VII (DRS-VII Campinas), responsável por coordenar o atendimento hospitalar e especializado em 42 municípios paulistas.

A ampliação da capacidade hospitalar é considerada estratégica para uma região que, além do crescimento populacional, concentra serviços de referência para pacientes de diferentes municípios. Até então, a RMJ contava com uma rede composta por dez hospitais e aproximadamente 726 leitos SUS.

Inaugurado na segunda-feira (29), o Hospital e Maternidade de Várzea Paulista iniciará suas atividades de forma gradual. Na primeira etapa, já estão sendo oferecidas consultas ambulatoriais especializadas e exames diagnósticos. Posteriormente, passarão a funcionar a maternidade de baixo risco, o centro cirúrgico e as cirurgias eletivas. As fases seguintes contemplam a abertura de leitos clínicos, UTI adulto, leitos destinados à saúde mental, ambulatório para gestação de alto risco, além da UTI neonatal, maternidade de alta complexidade e atendimento pediátrico especializado.

O equipamento recebeu investimentos de aproximadamente R$ 120 milhões da Prefeitura e aporte de R$ 45 milhões do Governo do Estado para a compra de equipamentos e mais R$ 21 milhões anuais para custeio das operações.

Quando estiver completamente implantado, o hospital contará com 114 leitos, dez leitos de UTI adulto, dez leitos de UTI neonatal, seis salas cirúrgicas, Hospital Dia, Ambulatório Médico de Especialidades (AME), maternidade e um centro de diagnóstico equipado com exames de imagem e procedimentos especializados.

O atendimento será realizado integralmente pelo SUS, mediante encaminhamento pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), ambulatórios municipais e pela Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS). O modelo busca organizar o fluxo de pacientes de acordo com a complexidade dos casos e distribuir a demanda entre os hospitais da região.

Na prática, a nova unidade deverá contribuir para reduzir a pressão sobre hospitais que hoje concentram grande parte dos atendimentos especializados da região, como o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, o Hospital Universitário de Jundiaí e o Hospital Regional de Jundiaí.

Visão regional

O ex-prefeito de Jundiaí e pré-candidato a deputado federal, Luiz Fernando Machado, afirma que a inauguração da nova unidade representa um avanço importante para a consolidação de uma política regional de saúde.
“A Região Metropolitana de Jundiaí foi criada justamente para fortalecer o planejamento conjunto entre os municípios. Na saúde, isso significa ampliar a capacidade da rede, integrar os serviços e garantir que a população tenha acesso cada vez mais qualificado ao SUS.”

Segundo ele, investimentos estruturantes produzem resultados que ultrapassam os limites de um único município.
“Quando um hospital regional amplia sua capacidade, quem ganha não é apenas a cidade onde ele está instalado. Ganha toda a população da Região Metropolitana, porque o atendimento passa a ser mais equilibrado e a rede se torna mais eficiente.”

Em Brasília, Luiz Fernando defende mais investimentos para fortalecer a saúde regional e garantir o credenciamento e o funcionamento dos hospitais e seus leitos.

Saúde integrada

A criação da Região Metropolitana de Jundiaí consolidou uma visão de planejamento conjunto entre os sete municípios. Na saúde, essa integração se traduz na organização da rede hospitalar, na regulação de vagas e na distribuição dos atendimentos especializados entre os municípios, sempre em articulação com o DRS-VII Campinas.

Com a nova unidade de Várzea Paulista, a região amplia sua capacidade de resposta e fortalece um modelo baseado na cooperação entre os municípios, reduzindo deslocamentos, ampliando a oferta de serviços e qualificando o atendimento prestado à população.

Investimentos em Jundiaí

A ampliação da infraestrutura regional acompanha uma série de investimentos realizados em Jundiaí. Entre 2017 e 2024, durante a gestão do então prefeito Luiz Fernando Machado, o município entregou as UPAs Vetor Oeste, Hortolândia e Ponte São João, ampliando a cobertura dos atendimentos de urgência e emergência. Também foram realizadas obras de construção, reforma, ampliação e modernização em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), fortalecendo a atenção primária e ampliando o acesso da população aos serviços.

Outra frente de investimentos ocorreu no Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, referência para toda a RMJ e municípios vizinhos. Ao longo do período, a unidade recebeu melhorias estruturais e ampliação de serviços por meio de parcerias entre o hospital, a Prefeitura de Jundiaí e o Governo do Estado, consolidando seu papel como centro regional de média e alta complexidade.


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