
Relatório do MEC revela que entre 2001 e 2025 ocorreram 47 ataques de violência grave em escolas do País, com 56 mortes e 121 feridos. Conforme o boletim do MEC, grupos de incitação ao ódio da internet contribuíram significativamente para a escalada de ataques e casos de violência nas escolas brasileiras nos últimos anos.
Cabreúva não escapa do cenário, e casos de violência na escola (ou nas imediações) foram registrados nos últimos anos. Na última ocorrência que chegou a público, em fevereiro, alunos matriculados na Escola Lucídio Motta Navarro brigaram na saída do turno, por volta das 14 horas. Vídeos circularam pelas redes sociais, mostrando as agressões. Um adolescente foi socorrido na Santa Casa.

Em 2022, outra ocorrência foi registrada, envolvendo quatro alunas que brigaram dentro de uma escola estadual do município. Estudantes também gravaram a briga com seus celulares, uma garota foi puxada e chutada, até a briga ser apartada.
Em novembro último, uma mãe foi presa em flagrante por agredir o próprio filho, de 13 anos. O Conselho Tutelar foi acionado.
Outras brigas e ameaças fazem parte do cotidiano escolar e preocupam pais e mães, não só em Cabreúva.
A realidade do ambiente escolar foi tema de pesquisa recente do IBGE. O instituto entrevistou 118.099 adolescentes que frequentavam 4.167 escolas públicas e privadas: 42,9% dos alunos que responderam se sentem “irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa” e 18,5% pensam sempre, ou na maioria das vezes, que “a vida não vale a pena ser vivida”.

A Fundação Perseu Abramo também abordou o tema recentemente. Os dados, assustadores, estão nas artes (da própria Fundação) que ilustram esta matéria.
Em Cabreúva, a Guarda Municipal é um dos órgãos que aborda o bullying e questões que rondam as salas de aula. A corporação está percorrendo as escolas em ações educativas e de conscientização (veja neste link).