Cidade Economia

“Já amolou sua tesoura hoje?”


Orlando percorre a cidade amolando facas e tesouras

Esse é o convite feito por Orlando Barbosa, de 62 anos, enquanto percorre as ruas do Centro Histórico de Cabreúva empurrando um carrinho feito sob medida para a altura dele.

O carrinho é um engenhoca conhecida da turma mais velha. Dobrado, o equipamento é fácil de ser transportado. Quando aberto, aparece um selim de um lado e um esmeril e pedais do outro, em que ele vai amolando os instrumentos que vão aparecendo.

Orlando mora em Piquete (a cerca de 280 quilômetros de Cabreúva), percorre as cidades do Interior oferecendo os seus serviços. Ele aprendeu o ofício trabalhando em Jundiaí, e foi ganhando experiência na Cerâmica do Bia (como era conhecido o prefeito Rubens da Silveira Camargo) no Pinhal. Foi ali, em 1981, eue Orlando construiu o primeiro carrinho amolador.

Mas, tanto como um bom carrinho, outro instrumento é fundamental para atrair a freguesia – um apito com som bem característico, que chama a atenção e faz com que donas de casa, comerciantes e mesmo os moradores das ruas em que passa reconheçam que vem vindo o homem amolador de tesouras e facas.

Um ofício cumprido com carinho, amor, responsabilidade e de grande utilidade.


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