
Laudo preliminar requisitado pelo delegado da DIG aponta que Maria das Graças foi enforcada no próprio sítio em que trabalhava. Foto: Reprodução
A diarista Maria das Graças Santos Ramos foi morta por enforcamento. É isso o que aponta um laudo preliminar requisitado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí, que cuida do caso. As informações foram publicadas pelo Jornal de Jundiaí.
Segundo a apuração feita pela equipe da DIG, Maria das Graças foi assassinada por um homem que trabalhava com ela como caseiro. Esse homem chegou a procurar a polícia para registrar boletim de ocorrência do desaparecimento dela.
Ele foi preso na terça-feira (23), depois que as investigações avançaram e algumas contradições passaram a aparecer nos depoimentos que ele dava aos policiais. Na terça-feira, o caseiro foi levado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista, depois que os policiais obtiveram mandado para a prisão temporária dele.
Na audiência de custódia, realizada na quarta-feira (24), a prisão temporária foi convertida pela Justiça em prisão preventiva. Com essa medida, o caseiro deverá permanecer preso até o julgamento.
O delegado da DIG Roberto Souza Camargo Júnior informou ao Jornal de Jundiaí que Maria das Graças foi enforcada e morta no próprio local em que trabalhava. Na sequência, o corpo foi transportado em um veículo até uma área de mata em Itupeva, onde foi abandonado.
As investigações apontaram ainda que a motivação do crime teria sido uma discussão relacionada ao trabalho.
Contradições e mudanças de comportamento
Depois de ter, ele próprio, procurado a Polícia para registrar o desaparecimento da colega de trabalho, o caseiro passou a ter mudanças de comportamento ao longo das investigações.
Na medida em que o trabalho avançava e novas testemunhas eram ouvidas, os policiais tornavam a convocar o caseiro para novos depoimentos – nos quais começaram a surgir contradições. Foi assim até a terça-feira (23), quando os investigadores, de posse de um mandado de prisão temporária, levaram o caseiro para a DIG de Jundiaí.
Após horas de depoimento, ele acabou confessando o crime.
Para o delegado, o caso está concluído. “Dependemos apenas de alguns resultados de laudos periciais para relatar o inquérito à Justiça”, afirmou o delegado para o Jornal de Jundiaí.
O caseiro foi indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.